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"Mostra-me a Tua Glória": A Oração que todos precisam Fazer

Agnaldo Alves do Carmo Junior  ·  16 de April de 2026
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"Mostra-me a Tua Glória": A Oração que todos precisam Fazer

Existe uma oração no Antigo Testamento que me fascina por sua audácia e por sua profundidade. Não é uma oração de desespero. Não é um clamor em meio à crise. É uma oração feita por um homem que havia acabado de ver o sobrenatural — e que, exatamente por isso, queria mais. Moisés havia visto as dez pragas. Havia visto o mar Vermelho abrir-se ao toque do seu cajado. Havia visto o maná descer do céu, a rocha dar água, a nuvem de dia e o fogo de noite. Nenhum ser humano da história havia acumulado tanto testemunho sobrenatural quanto ele. E foi esse homem — de todos os homens possíveis — que fez a seguinte oração: "Mostra-me agora a tua glória." — Êxodo 33.18 Isso nos ensina algo fundamental: a exposição à glória de Deus não sacia o desejo por ela — ela o intensifica. Quem provou sabe que quer mais. E quem nunca provou não sabe o que está perdendo. O que é a glória de Deus? Quando Moisés pediu para ver a glória de Deus, o Senhor não produziu um fenômeno visual espetacular. Ele proclamou Seu nome: "E o Senhor passou diante dele e proclamou: O Senhor, o Senhor Deus, misericordioso e compassivo, tardio em irar-se, e grande em benignidade e verdade." — Êxodo 34.6 A glória de Deus é a revelação de Seu caráter. É Deus deixando-se conhecer. É a santidade, a bondade, a misericórdia e a verdade de Deus tornando-se perceptíveis a uma alma humana. Não é um espetáculo — é um encontro. Por que o desejo pela glória de Deus precisa ser cultivado? Vivemos numa era de distrações ilimitadas. A atenção humana nunca foi tão disputada. E o coração humano, naturalmente, vai se moldando àquilo que mais consome sua atenção. Se você passa mais tempo nas redes sociais do que na presença de Deus, seu desejo espiritual vai, gradualmente, esfriando — não por decisão consciente, mas por atrofia. É por isso que temos reunião de homens toda quinta-feira em Chapecó, temos nos reunido em torno desta pergunta: como manter o desejo pela glória de Deus aceso num coração de homem comum, com família, trabalho e responsabilidades? A resposta não é uma fórmula mágica. São práticas deliberadas de cultivo espiritual. Cinco práticas que mantêm o desejo aceso: Cultivar a insatisfação santa — recusar-se a se contentar com a última experiência de Deus e continuar pedindo mais. Ter um lugar e um tempo consistente com Deus — não apenas eventos coletivos, mas uma tenda pessoal como a de Moisés. Meditar nos atos de Deus — a memória do que Deus fez alimenta o desejo pelo que Ele ainda vai fazer. Viver em comunidade de buscadores — o fogo espiritual se mantém com outros homens que estão ardendo. Orar pela face de Deus, não apenas pela mão de Deus — buscar o Doador, não apenas os dons. Um convite Se você é homem e está em Chapecó, toda quinta-feira temos nos reunido para estudar, orar, comer uma boa pizza e nos perguntar: "Como está a nossa busca pela presença de Deus?" Não é uma reunião para os que já chegaram. É para os que ainda estão a caminho — e sabem que precisam de outros ao lado. "Como a corça anseia pelas correntes das águas, assim, ó Deus, a minha alma anseia por ti." — Salmo 42.1

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